Cais das Artes é inaugurado em Vitória e marca nova fase da cultura no Espírito Santo

O Cais das Artes foi inaugurado oficialmente nesta quinta-feira (2), em Vitória, abrindo um novo capítulo para a cultura no Espírito Santo e do país. De autoria do capixaba Paulo Mendes da Rocha, o projeto do Cais das Artes é referência da arquitetura brutalista brasileira com estruturas em concreto aparente e integração direta com a paisagem da Baía de Vitória. O complexo cultural inclui museu com mais de 2.300 m² de área expositiva, teatro com capacidade para 1.300 pessoas e uma praça pública de mais de 20 mil m².
A Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), em parceria com a Secretaria de Cultura (Secult), é responsável pela gestão do Cais das Artes. Essa cooperação com o Governo do Espírito Santo traduz uma visão moderna de gestão compartilhada dos espaços culturais e se concretiza com a integração do Cais ao conjunto de equipamentos administrados pela OEI no Brasil, ao lado do Museu de Arte do Rio (MAR) e do Complexo Cultural de Salvador.
A cerimônia de abertura do equipamento cultural foi aberta ao público geral e contou com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) e a inauguração da exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado. Estiveram presentes no evento o governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande; o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha; a curadora Lélia Wanick Salgado; o diretor da OEI no Brasil, Rodrigo Rossi; entre outras autoridades.
Em sua fala na abertura, o diretor Rodrigo Rossi afirmou que a organização se comprometerá para que o espaço se torne uma referência nacional e internacional, mas que esta será uma construção em conjunto com a sociedade.
“Nenhum espaço público se concretiza sozinho, ele só ganha vida quando é apropriado pela sua gente. Que a sociedade capixaba se aproprie desse espaço, para que viva, para que proteja e construa essa história, porque esse é um papel que a cultura tem, de nos conectar. Com essa ponte criada agora, a OEI se aproxima mais do Espírito Santo, e o Espírito Santo, por sua vez, mais do Brasil, da Ibero-américa e do mundo”.
O governador Renato Casagrande ressaltou a importância cultural da inauguração e o papel do Cais das Artes como instrumento de projeção do Espírito Santo.
“Fizemos um esforço enorme para chegar a este momento e entregar o Cais das Artes. O espaço conta com uma obra de Paulo Mendes da Rocha, referência para muitos profissionais, e receber a exposição de Sebastião Salgado é uma conquista inestimável. O Cais das Artes vai formar pessoas, promover cultura e dialogar com a preservação ambiental. Ao abrir este espaço, o Espírito Santo se insere no circuito das grandes artes do mundo”.
Para o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha, o Cais das Artes representa um marco para a cultura capixaba e brasileira.
“Este é um espaço que conecta o Espírito Santo com o mundo, recebendo grandes exposições e valorizando artistas locais. Em breve teremos quatro exposições de artistas capixabas e outras que discutirão o senso de pertencimento do público. O Cais das Artes permite que o estado ocupe um espaço de destaque nacional e internacional.”

A exposição “Amazônia”, um dos mais impactantes trabalhos do célebre Sebastião Salgado, marca a abertura do espaço. A mostra traz ao público capixaba mais de 200 fotografias produzidas ao longo de sete anos pela região amazônica, revelando paisagens e o cotidiano de diferentes povos indígenas, um registro profundo e sensível de um bioma que concentra uma das maiores biodiversidades do planeta. A exposição faz parte da Temporada de Abertura do Cais das Artes, inaugurada em janeiro, e engloba diversas ações que promovem a ativação gradual do espaço e sua aproximação com o público por meio de várias atividades, como seminários, visitas mediadas e eventos culturais abertos.
Como equipamento cultural contemporâneo, o Cais das Artes nasce com a vocação de se consolidar como espaço de encontros entre arte, a sociedade e os grandes temas do nosso tempo. Ao articular programação qualificada, gestão inovadora e integração com o território, o complexo contribui para o desenvolvimento regional e para o fortalecimento da presença do Espírito Santo no circuito cultural do Brasil e do mundo.











