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Institucional/OEI

CILPE 2022: nações ibero-americanas se unem em torno de um plano de ação para fortalecer o desenvolvimento das línguas portuguesa e espanhola

CILPE 2022: nações ibero-americanas se unem em torno de um plano de ação para fortalecer o desenvolvimento das línguas portuguesa e espanhola

23 de fevereiro de 2022

Brasil

Línguas

Entre as conclusões deste terceiro dia, a Conferência destaca que, no futuro, prevalecerá a qualidade das publicações científicas sobre a linguagem em que são produzidas, pois, a Inteligência Artificial tornará possível o acesso mais rápido às línguas, preenchendo lacunas que existem atualmente.

Após três dias de debates que reuniu os principais especialistas da Ibero-américa, terminou nesta sexta-feira (18), na capital do Brasil, Brasília, a 2ª Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola (CILPE), que teve como resultado a criação de um plano de ação que será executado pelas nações envolvidas no sentido de fortalecer as duas línguas nas áreas da ciência, tecnologia e cultura.

No encerramento do encontro, o diretor da Real Academia Espanhola (REA), Santiago Munhoz Machado, destacou a necessidade de se preservar a língua espanhola, especialmente num momento de revolução digital e de processos voltados à Inteligência Artificial. “A unidade dá força para a nossa língua e permite que possamos augurar um futuro brilhante, como foi o da expansão do idioma no último século. Esse processo técnico traz desafios que tem muito a ver com o trabalho feito pela REA no passado”, disse.

Diante da preocupação com alterações no idioma que poderão surgir com o advento da IA e com a chegada das “máquinas falantes”, o diretor da REA citou o projeto “Língua Espanhola e IA”, que consiste em acordos firmados entre a Espanha e as grandes indústrias de tecnologia globais, para que os equipamentos não só falam o idioma espanhol, mas que o façam de forma correta. “Precisamos cumprir esse papel porque parece muito com a função reguladora que a instituição exerceu desde o seu surgimento”, afirmou.

Para concluir o encontro, o diretor da OEI no Brasil, Raphael Callou, enfatizou que a CILPE não acaba aqui, será um processo contínuo, com ações estabelecidas e com resultados que poderão ser analisados no ano que vem, na próxima Conferência que será realizada no Paraguai.

A anfitriã da próxima CILPE, secretária de Políticas Linguísticas do Paraguai, Ladislaa Alcaraz, cumprimentou a todos em Guarani, língua indígena muito falada em seu país, e convidou a todos para participarem do próximo encontro, e destacou a grande responsabilidade que seu país assume ao receber um encontro de tamanha importância. 

A diretora de Bilinguismo da OEI, Ana Paula Laborinho, salientou que CILPE é um ponto de chegada mas também um ponto de partida uma vez que será dada continuidade a tudo o que foi tratado no encontro. Laborinho, que também ocupa o cargo de Diretora da OEI em Portugal, destacou a importância de fomentar o plurilinguismo. “Gostaria de sair desta Conferência deixando de ser a diretora geral de Bilinguismo para ser a diretora geral de Multilinguismo, isso somos nós, isso nos faz mais ricos e mais plurais”, comemorou.

A produção científica nos países Ibero-americanos

No último dia do encontro, foi debatido o atual espaço ocupado pelas línguas portuguesa e espanhola na cultura e na ciência. Segundo dados de pesquisas apresentadas, é crescente o número de pesquisadores e de estudos relevantes em português e em espanhol. O problema, de acordo com os especialistas da CILPE 2022, é a falta de visibilidade desses estudos por conta da hegemonia da língua inglesa nos principais meios de publicação científica.

“Precisamos construir uma arquitetura de produção para que a nossa ciência em português e espanhol tenham visibilidade”, afirma Gilvan Müller, da Universidade Federal de Santa Catarina/Brasil. O pesquisador destaca que medidas como a criação de uma rede de trabalho com bases de dados que indexem as publicações nos dois idiomas, e a projeção desses estudos no meio digital são medidas fundamentais para criar esse novo cenário para a ciência nas duas línguas.

Os participantes também analisaram o espaço dos dois idiomas no cenário tecnológico e formas de remediar o atraso tecnológico observado em países ibero-americanos. “O papel da ética tem sido importante no sentido de induzir a uma Inteligência Artificial responsável”, comentou Helder Coelho, da Universidade de Lisboa/Portugal, ao tratar da do acesso inclusivo aos benefícios da tecnologia da linguagem.

Com a temática principal: “Línguas, Cultura, Ciência e Inovação”, a 2ª CILPE foi realizada entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2022, na capital do Brasil, Brasília, e reuniu os principais nomes entre autoridades, pesquisadores e especialistas de países ibero-americanos. A 1ª CILPE foi realizada em Portugal e a próxima ocorre ano que vem em Assunção, no Paraguai.

Mais informações e fotos do evento neste endereço.

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