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Primeiro dia da CILPE 2022 debate plano de ações para ampliar a relevância das línguas portuguesa e espanhola

Primeiro dia da CILPE 2022 debate plano de ações para ampliar a relevância das línguas portuguesa e espanhola

17 de fevereiro de 2022

Brasil

Línguas

CILPE traçará um plano de ação pelos próximos anos.

Valorizar as mais variadas formas de falar e entender as línguas portuguesa e espanhola é uma medida necessária e um compromisso dos países que fazem parte da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). O primeiro dia de debates da 2ª CILPE (Conferência Internacional de Línguas Portuguesa e Espanhola), que teve início nesta quarta-feira (16), em Brasília. Autoridades de dois setores da Educação, Cultura e Relações Exteriores de países como Brasil, Espanha, Portugal e Paraguai apresentarão um plano de ações para promover o bilinguismo, uma forma de estimular o desenvolvimento das nações desaparecidas de português e espanhol.

Durante um painel que debateu as conclusões do 1º CILPE, realizado em 2019 em Lisboa, Portugal, o diretor da OEI no Brasil, Raphael Callou, juntamente com a diretora geral de Bilinguismo e Difusão da Língua Portuguesa da OEI, Ana Paula Laborinho, destacará como os temas debatidos evoluem do lá para o cá. “Não é apenas uma Conferência, mas um processo que servirá para orientar as políticas públicas voltadas para a promoção das línguas portuguesa e espanhola”, explicou Laborinho.

Na abertura do encontro, foi lançado o livro “Ibero-américa: uma comunidade, duas línguas pluricêntricas”, fruto da primeira CILPE. O livro trata de temas como a promoção do bilinguismo, o incremento dos dois idiomas como línguas globais nas produções científicas e acadêmicas, a valorização do pluricentrismo – várias formas de se falar uma mesma língua – e o fortalecimento da produção cultural em português e em espanhol, uma vez que o setor cultural responde por cerca de 4% do PIB de alguns países ibero-americanos.

“A segunda edição da CILPE já chega com a grande responsabilidade de dar continuidade a esse trabalho”, destacou Callou. A partir da temática principal ‘Línguas, Cultura, Ciência e Inovação’, esta edição da CILPE traçará um plano de ação pelos próximos anos. “Esperamos que no curso desses dias de trabalho, as discussões sejam aprofundadas para termos uma agenda objetiva, fruto desta conferência”, disse.

“Uma língua a serviço do mundo”

A rodada de discussões “Português e Espanhol: duas línguas globais” colocou no centro dos debates as adversidades da pandemia para a comunicação. Ao assumir as discussões, o secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, analisou o cenário da crise sanitária e pontuou o momento como excepcional para ampliar o debate para a era digital. “A pandemia impactou drasticamente o acesso ao sistema educacional e também gerou perdas de emprego e renda das famílias, além de reduzir o PIB de diversos países, e foi preciso acelerar a cultura digital. Estamos em meio à 4ª Revolução Industrial e é preciso olhar para trás, ver como evoluímos e analisar de que forma podemos avançar ainda mais para disseminar o conhecimento e otimizar economias”, disse.

“Estar aqui hoje nos dá a oportunidade de discutir como promover e divulgar as nossas línguas no mundo”, declarou João Ribeiro de Almeida, presidente do Camões, I.P.. Segundo ele, a era digital, acelerada graças ao período de pandemia, permitiu a projeção das duas línguas e favoreceu a interação e a proximidade entre os povos. “Para disseminar o saber e a cultura, é preciso investir prioritariamente em políticas públicas efetivas, de forma coordenada, respeitando as características de cada idioma. O bilinguismo é uma língua a serviço da cidadania. Uma língua a serviço do mundo”, avaliou.

Paula Alves de Souza, diretora do Departamento Cultural e Educacional do Ministério de Relações Exteriores também trouxe para as discussões os impactos da pandemia para a cultura no Brasil. “Sem dúvida, a crise sanitária trouxe desafios e benefícios. Nos reinventamos e conseguimos alcançar um público maior, com a difusão da nossa língua e da nossa cultura nos meios digitais. O bilinguismo tem desafios não apenas para os centros acadêmicos, mas também para nós, gestores. Precisamos pensar de forma prática em propostas curriculares que modernizem nossa comunicação e ensino”.

Ao final da rodada de debates, Luis Garcia Montero, diretor do Instituto Cervantes, destacou o potencial e valor do bilinguismo para o mundo. “Precisamos cada vez mais de debates assim. É necessário tornar presente a discussão acerca da proximidade linguística. O multilinguismo impede analfabetismo e projeta o intelecto das pessoas. A cultura ibero-americana tem valor econômico que impacta positivamente os investimentos do PIB nas nações. Investir em instituições de ensino, em conhecimento, é sinônimo de economia positiva”, finalizou.

“Línguas, Cultura, Ciência e Inovação”

A cultura das línguas portuguesa e espanhola, conhecida por meio de livros, filmes, pesquisas e publicações acadêmicas, precisa estar cada vez mais integrada para que possa ser difundida, trazendo mais valor à produção de itens nesses dois idiomas.

Durante mesa de debates “Línguas, Cultura, Ciência e Inovação”, moderada pela diretora-geral da OEI em Portugal, Ana Paula Laborinho, foram debatidos os desafios do bilinguismo, e a necessidade de fortalecer o entendimento mútuo das duas línguas, consideradas irmãs. Participaram desta rodada de debates o diretor-geral do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha, Guilhermo Manzano, o diretor Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, João Boaventura; Ilma-Panzo, a secretária de Políticas Linguísticas do Paraguai, Ladislaa Alcaraz, e a assessora do Ministério da Educação do Brasil, Maria Francisca Trujilo.

Organização

A CILPE 2022 tem como tema "Línguas, Cultura, Ciência e Inovação" e será desenvolvida em três eixos principais de trabalho. O primeiro deles – Ciência Plurilingue – coordenado por Gilvan Müller Oliveira (UFSC, Brasil), abordará as línguas utilizadas como fonte de produção científica nos sistemas de ensino superior, e como o português e o espanhol se situam nesse panorama, bem como que tipos de planejamento são recomendados para a produção científica em benefício dos povos falantes de português e espanhol.

O segundo eixo de trabalho – Línguas, Tecnologia e Inovação – coordenado por António Branco, da Universidade de Lisboa – vai tratar da questão dos avanços tecnológicos e sobre como as línguas portuguesa e espanhola enfrentam a atual revolução científica e tecnológica.

Com a coordenação do consultor Andrés Gribnicow, da Argentina, o terceiro eixo – Cultura, Diversidade e Inovação – vai discutir como a relação da cultura com o desenvolvimento, buscando identificar os novos hábitos de criação, produção e participação cultural de países Ibero-americanos.

Em formato híbrido, a 2ª CILPE tem participações remotas transmitidas em tempo real no Youtube.  

A 2ª CILPE foi realizada pela OEI, em parceria com o MRE brasileiro, país sede. Também contou com o apoio da Comissão Organizadora da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB). do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), ou Camões, do Instituto da Cooperação e da Língua. IP e do ou Instituto Cervantes.

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