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“Transição digital tem que ser inclusiva” porque o ensino é universal

“Transição digital tem que ser inclusiva” porque o ensino é universal

15 de julho de 2022

Portugal

Educação

A inclusão e a igualdade de acesso à transição digital na educação foi um dos principais temas apontados pela mesa de debate de jovens esta quinta-feira, segundo e último dia de seminário “Transformação Digital na Educação”, realizada em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. (IPDJ) e que contou com Max Trejo, Organismo Internacional de Juventude para Iberoamérica; Rui Oliveira, do Conselho Nacional da Juventude; Marcus Barão, do Conselho Nacional da Juventude no Brasil; Paulo Fontes, da Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP; e Aissatu Forbs Djalo, do Fórum da Juventude da CPLP, tendo sido moderada por Duarte Lopes, da Associação Académica da Universidade do Minho.

Afirmaram ainda a importância de serem parte envolvida no processo de digitalização e não apenas destinatários. Sublinharam que a transformação digital na educação deve levar a um ajustamento dos modelos de ensino e dos sistemas, e mencionado que será fundamental preparar os jovens para navegar na rede e saber usá-la para o acesso à informação credível e conseguir assim produzir conhecimento.

No painel sobre a “Inteligência Artificial e pensamento computacional na Educação” foi discutido, por exemplo, que o smartphone deve ser parte da aula, já que é um elemento que deve ser integrado e potenciado na do ensino, que permite abordagens exploratórias e uma mudança de paradigma. A inteligência artificial deve ser integrada ensino para que os alunos não sejam meros destinatários da tecnologia, mas agentes de mudança, através da programação, por exemplo. Ficou ainda sublinhado a importância da formação de professores – pelo que não lhes deve caber mais decidir se vão ou não usar as novas tecnologias para contribuir para a literacia digital. Este painel contou com Claudia Laura Limón Luna, consultores em Tecnologia y Educação para a Iberoamérica (CONCIUS); com Pedro Tadeu, do Instituto Politécnico da Guarda; com Gonçalo Espadeiro, da Universidade de Évora com a moderação de Tamara Díaz Fouz, diretora de Educação da OEI.

A mesa-redonda “Respostas nacionais, regionais e alianças estratégicas” reconheceu que a pandemia foi fulcral para a dinamização de respostas no terreno, mas a este fator das alianças institucionais somam-se a outros dois: a criação de políticas públicas ajustadas e investimento dos estados e privados neste esforço coletivo de criar mais e melhores oportunidades para todos. Foi ainda referido que as ferramentas que saltaram para dar resposta a uma situação inusitada e urgente, acabaram por, ao longo destes dois últimos anos, e num processo muito rápido, serem hoje vistas como mandatórias na integração dos sistemas educativos, promovendo um ensino híbrido, em que a relação com a tecnologia é natural e integra um novo paradigma de ensinar. Esta discussão contou com Tamara Díaz Fouz, diretora de Educação da OEI; Ricardo Cuenca, Universidade Nacional Mayor de San Marcos, no Perú; Anabela Leal, diretora da Escola Secundária de Felgueiras; Bernardo Sousa, da iniciativa do governo INCoDe.2030, moderado Ana Paula Laborinho, diretora da OEI em Portugal.

Otto Granados, presidente do Conselho Assessor da OEI proferiu a conferência de encerramento “Educação, digitalização e cidadania” que trouxe um olhar complementar a este segundo dia de seminário, e que já tinha sido apontado pelo secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, aprofundando o tema da inclusão como foco central do trabalho desta organização que tem uma visão macro sobre as assimetrias nos diversos países que a compõe. Um alerta para que não seja uma intervenção isolada mas sim tendo em conta a cooperação inter institucional e governamental.

Terminou o seminário com notas finais por Ana Paula Laborinho, diretora da OEI em Portugal, que realçou a importância de criar parcerias e redes entre a ibero-américa, a CPLP e num futuro próximo a Europa, para que as experiências possam ser partilhadas e o conhecimento enriquecido, sendo essa uma das marcas do trabalho da OEI. Destacou ainda e agradeceu o trabalho da equipa em Portugal e “Não deixar ninguém para trás na sociedade e na educação foi a frase mais ouvida neste seminário” refere José Augusto Pacheco, da Universidade do Minho em jeito de conclusão.

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