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Projeto “Mulheres Inspiradoras”, premiado na primeira edição do Prêmio em Direitos Humanos da OEI, vira política pública em escolas do Brasil

Projeto “Mulheres Inspiradoras”, premiado na primeira edição do Prêmio em Direitos Humanos da OEI, vira política pública em escolas do Brasil

12 de abril de 2018

Secretaria-Geral

Educação

“Mulheres Inspiradoras” teve início em 2014, com a iniciativa da professora Gina Vieira Ponte. O objetivo principal do projeto era estimular o interesse dos alunos pela leitura e escrita por meio da análise das obras escritas por mulheres. Os tem…

“Mulheres Inspiradoras” teve início em 2014, com a iniciativa da professora Gina Vieira Ponte. O objetivo principal do projeto era estimular o interesse dos alunos pela leitura e escrita por meio da análise das obras escritas por mulheres. Os temas abordados eram a violência, o racismo, o empoderamento, a diversidade, a igualdade de gênero ou a representação feminina.

Os primeiros a experimentar essa iniciativa foram os cinco grupos para os quais a professora lecionava. Um ano depois, mais dois grupos se juntaram. Em 2016, Gina pediu a seus alunos que começassem a escrever redações sobre uma mulher inspiradora na vida deles. A atividade foi tão bem-sucedida que as histórias dos alunos do Centro de Ensino Fundamental 12 de Ceilândia foram transformadas em livros.

Um dos elementos-chave do projeto é que ele não tem que se limitar à disciplina de língua portuguesa ou da área de humanas. “O conteúdo pode ser aplicado à disciplina de língua portuguesa ou de maneira interdisciplinar. O conteúdo das aulas abrange a leitura, interpretação de texto e a escrita autoral. O feminismo e as questões de gênero entram como temas transversais nesse processo”, explica Gina.

Em “Mulheres Inspiradoras” os estudantes são os protagonistas do processo de aprendizagem, transformando as aulas em uma atividade coletiva e cooperativa. Emily Camille Silvia, estudante do 2º ano, explica como se sentiu em relação ao projeto: “Foi uma experiência incrível que me permitiu conhecer muitas histórias de mulheres que eu não conhecia e que se tornaram um espelho para mim. Parecia que as histórias eram minhas”.

Este foi apenas o começo dos reconhecimentos que este programa inovador recebeu. No âmbito nacional, ele conquistou o 1º Prêmio WED Brasil (Women’s Entrepreneurship Day Organization) e foi premiado pelo Ministério da Educação, pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

No âmbito internacional, “Mulheres Inspiradoras” foi o vencedor entre os mais de 300 projetos participantes do I Prêmio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos Óscar Arnulfo Romero, que foi promovido pela Organização de Estados Ibero-americanos e pela Fundação SM. O projeto superou na etapa final 17 ganhadores de outros países participantes.

Após os bons resultados obtidos, em 2017, foi assinado um acordo de cooperação internacional entre o Governo do Distrito Federal, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e a Organização de Estados Ibero-Americanos, que permitiu que o programa se expandisse para outras 15 escolas. Agora, a iniciativa tornou-se a primeira proposta aplicada em sala de aula e, posteriormente, incorporada pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A ideia se tornará política pública a partir de abril para que, com o passar do tempo, o trabalho alcance um número maior de instituições de ensino público do Distrito Federal.

Documento de sistematização de experiências

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