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OEI lança projeto de saneamento com foco nas mulheres

OEI lança projeto de saneamento com foco nas mulheres

13 de septiembre de 2022

Brasil

Educación

Mulheres do semiárido nordestino que enfrentam dificuldades no acesso à água tratada são foco de projeto que servirá como base para futuras políticas públicas de saneamento básico.

Compreender as dificuldades na falta de acesso à água tratada de mulheres do semiárido nordestino é o ponto de partida da ação “Mulheres: Saúde Ambiental e Saneamento Rural”, com o tema “Transformando a vida das Marias”, lançada nesta segunda-feira (12) em Brasília. pela Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI) em cooperação com a Fundação Nacional de Saúde do país (Funasa). O objetivo é melhorar as políticas públicas de saneamento básico no Brasil. 

As ações serão feitas em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Cariri Ocidental (Cisco), região semiárida da Paraíba escolhida para receber o projeto piloto. Ao todo, são 18 municípios selecionados - área de abrangência das ações do Cisco - que possuem população vulnerável e renda per capita baixa.  

“Cada real investido em saneamento, geralmente, retira quatro reais de necessidade de aporte no atendimento em saúde. Então, entendemos que saneamento básico é investimento”, afirmou o diretor da OEI no Brasil, Raphael Callou. “Pela primeira vez, dentro do marco do saneamento, se coloca um protagonismo nas mulheres dentro da política pública”, completou o diretor.  

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou da cerimônia e destacou que a falta de acesso à água ainda é um problema, inclusive, em regiões com recursos hídricos abundantes, como é o caso da região Norte.  A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, também participou da solenidade e enalteceu a importância do projeto, destacando o quanto a falta de acesso à água tratada prejudica mulheres e crianças.  

Estima-se que aproximadamente 15,8 milhões de mulheres não têm acesso à água tratada no Brasil, e que mais de 40 milhões de brasileiras sejam impactadas pela falta de coleta de esgoto. “As mulheres são mais impactadas com ausência de serviços de saneamento básico”, destacou o presidente substituto da Funasa, Paulo Martinho, ao comentar que, tradicionalmente, acaba ficando com a mulher a responsabilidade da gestão da água nos lares.  

Estruturado em três etapas, na primeira os consultores selecionados irão coletar dados para uma pesquisa qualitativa e quantitativa sobre a realidade das mulheres nessa região, relacionada ao saneamento básico e acesso à água. Depois, duas capacitações com mais de 50 lideranças do setor irão tratar desse tema, com foco na conscientização sobre o papel da mulher, com palestras e workshops. 

Na terceira etapa, mais de 50 oficinas com lideranças locais irão tratar desse tema e de várias ações, como construção de banheiro seco, reaproveitamento de água, acesso ao microcrédito e manejo de resíduos sólidos. Todas as ações do projeto são baseadas em experiências já realizadas em outros países. A expectativa é que o projeto-piloto seja concluído até o fim de 2023.

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