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Área Cultura
Sede Brasil
Tipo Notícias
Tipo Institucional/OEI · Proyectos

Cais das Artes supera 20 mil visitantes em poucos dias e reforça modelo de gestão cultural da OEI no Brasil

A inauguração do Cais das Artes, em Vitória (ES), já se firma como um dos principais marcos recentes da cultura brasileira. Em poucos dias, o equipamento, sob gestão da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), superou 20 mil visitantes, impulsionado pela exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado. O resultado, somado às experiências no Museu de Arte do Rio (MAR) e no Complexo Cultural de Salvador, evidencia a força de um modelo de gestão que integra cooperação internacional, políticas públicas e escuta ativa para ampliar o acesso e o impacto da cultura nos territórios.

Em cooperação com o Governo do Espírito Santo, o mais novo equipamento cultural gerido pela OEI conta com cerca de 30 mil m², reúne museu com mais de 2.300 m² de área expositiva, teatro com capacidade para 1.300 pessoas e amplas áreas de convivência, configurando-se como um dos maiores complexos culturais do país. Desde o início do seu processo de ativação, a OEI tem atuado de maneira determinante na definição de diretrizes curatoriais, realização de seminários, visitas mediadas e processos de escuta com a comunidade local, conectando o espaço a redes culturais internacionais e ampliando seu impacto social e econômico na região.

Inaugurado em abril de 2026, o Cais abriu as portas para receber a prestigiada exposição “Amazônia” do fotógrafo Sebastião Salgado. A mostra oferece uma imersão sensorial na maior floresta tropical do mundo, reunindo cerca de 200 fotografias de grande formato e vídeos com depoimentos de lideranças indígenas. A mostra, já vista por milhões de pessoas em cidades como Paris, Roma e Londres, em poucos dias levou mais de 20 mil pessoas ao Cais, posicionando o equipamento capixaba no circuito internacional de grandes exposições.

Para o diretor e chefe da OEI no Brasil, Rodrigo Rossi, o desempenho do Cais das Artes confirma a efetividade do modelo adotado.

“O sucesso de público logo nos primeiros dias demonstra que, quando combinamos cooperação internacional, gestão qualificada e diálogo com a sociedade, conseguimos potencializar equipamentos culturais e ampliar seu impacto. O Cais das Artes já nasce como referência e reforça o papel da OEI na construção de políticas culturais mais inclusivas, conectadas e sustentáveis”.

 

Museu de Artes do Rio (MAR)

A experiência do Cais das Artes se soma a outras iniciativas da OEI no Brasil, como o trabalho desenvolvido no Museu de Arte do Rio (MAR), no Rio de Janeiro. Sob gestão da organização desde 2021, o equipamento registrou um crescimento expressivo de público, com aumento de 416% no número de visitantes nos três primeiros anos de gestão da OEI, passando de 115 mil, para 593 mil.

Em pouco tempo, o museu consolidou-se como referência nacional na integração entre arte e educação, com destaque para a Escola do Olhar, núcleo estruturante de formação cidadã que promove atividades gratuitas como oficinas, residências, visitas mediadas e programas voltados à formação de jovens, educadores e comunidades.

Além da programação expositiva, o MAR ampliou sua atuação territorial na Zona Portuária do Rio de Janeiro, com iniciativas como Redes e Territórios, Café com Vizinhos e o Jornal dos Vizinhos da Zona, que fortalecem a escuta ativa, o diálogo e a cocriação com o entorno, posicionando o museu como agente de transformação social e urbana.

De acordo com a gerente de Cultura da OEI no Brasil, Jane Diehl, um dos diferenciais do modelo de gestão da OEI é a escuta e a conexão com a comunidade local.

“A experiência acumulada pela OEI na gestão de equipamentos culturais demonstra que é possível ampliar o acesso à cultura com qualidade e impacto social. No Cais das Artes, assim como no MAR e no Complexo Cultural de Salvador, buscamos construir programações conectadas com os territórios, que valorizem as identidades locais e, ao mesmo tempo, dialoguem com o cenário internacional”.

 

Complexo Cultural de Salvador

Na Bahia, o Complexo Cultural de Salvador também evidencia os resultados desse modelo de gestão. Desde que a OEI assumiu a administração dos equipamentos, em 2024, o conjunto já recebeu mais de 378 mil visitantes, consolidando-se como um dos principais polos culturais da capital baiana. Localizado no Centro Antigo, o complexo reúne a Casa das Histórias de Salvador, a Cidade da Música da Bahia, o Arquivo Público Municipal, a Escola de Música e Artes, a Sala de Espetáculos Letieres Leite e a Galeria Mercado, esta última reaberta após mais de uma década fechada e que rapidamente ultrapassou 220 mil visitantes, atraindo público de mais de 40 países.

Complejo Cultural de Salvador de Bahía: OEI asume la gestión

A Casa das Histórias tem se destacado por exposições de grande repercussão, como “Ecos Malês”, que já recebeu mais de 55 mil visitantes e foi reconhecida nacionalmente como uma das melhores mostras coletivas do país. O equipamento também abriga acervos relevantes, como o Arquivo Público Municipal, com mais de cinco milhões de documentos, e promove eventos culturais e formativos que ampliam o acesso à memória e à identidade local. O impacto do complexo vai além da dimensão cultural, impulsionando a economia criativa e beneficiando diretamente mais de 260 lojistas do Mercado Modelo, além de valorizar as matrizes afro-indígenas-brasileiras que estruturam a identidade de Salvador.

Para a coordenadora de Cooperação da OEI no Brasil, Telma Teixeira, a experiência da organização na gestão de equipamentos culturais abre portas para o cenário internacional e impulsiona a economia local.

“O diferencial da atuação da OEI está na capacidade de articular cooperação internacional com políticas públicas concretas. Esses equipamentos culturais tornam-se plataformas estratégicas de desenvolvimento, promovendo inclusão, geração de oportunidades e fortalecimento das economias locais a partir de uma atuação integrada e sustentável”.

Com presença em 23 países, a OEI consolida no Brasil um modelo de gestão que transforma equipamentos culturais em polos de inovação, formação e convivência. O desempenho do Cais das Artes reforça essa trajetória e evidencia como a articulação entre o local e o global pode ampliar o acesso à cultura e fortalecer o desenvolvimento dos territórios. Para o diretor da OEI no Brasil, nenhum espaço público se concretiza sozinho, antes, é fundamental que ele seja apropriado pela sua gente.

“Esperamos que a sociedade capixaba se aproprie do Cais, para que viva, para que proteja e construa essa história, porque esse é um papel que a cultura tem, de nos conectar. Com essa ponte criada agora, a OEI se aproxima mais do Espírito Santo, e o Espírito Santo, por sua vez, mais do Brasil, da Ibero-américa e do mundo”.

Publicado em 28 Abr. 2026