Foro Ibero-americano de Cultura reúne autoridades no Rio2C para fortalecer cooperação regional e economia criativa

Iniciou hoje (26) a 6.ª Reunião do Foro Ibero-americano de Vice-Ministros(as) e Altas Autoridades de Cultura, realizada no contexto do Rio2C, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez sediado dentro do maior evento de criatividade e inovação da América Latina, o Foro amplia sua dimensão institucional e aproxima governos, organismos internacionais e representantes do setor criativo em uma agenda voltada à cooperação cultural, à economia criativa e à construção de políticas públicas para a Ibero-América.
Criado em 2024, o Foro consolidou-se como uma instância permanente de articulação política e técnica entre países da região para o desenvolvimento de políticas culturais nas áreas de economia criativa, direitos autorais, mobilidade artística e circulação de bens e serviços culturais. Atualmente, o grupo reúne 13 países-membros, com o Brasil exercendo a presidência pro tempore até 2026, sob coordenação do Ministério da Cultura (MinC).

A programação do Foro acontece entre os dias 26 e 31 de maio, dentro do Rio2C, e reúne autoridades culturais, representantes governamentais, especialistas e agentes do mercado criativo em debates sobre internacionalização da cultura, inovação, financiamento, direitos culturais, sustentabilidade e integração regional. A iniciativa integra a programação da Sala MinC Conecta e Foro Ibero-americano, espaço criado pelo MinC para fortalecer o diálogo entre cultura, criatividade e desenvolvimento.
Na cerimônia de abertura, o secretário-executivo do MinC e presidente Pro Tempore do Foro Ibero-Americano de Vice-Ministros e Altas Autoridades de Cultura, Márcio Tavares, destacou o papel estratégico do encontro para a integração regional.
“Estamos no Rio2C, que é o maior mercado da América Latina de trocas culturais e desenvolvimento da economia criativa, com nosso programa, onde traremos os dilemas e os potenciais da nossa região, mas também quero destacar, sobretudo, a importância das conexões que todos nós faremos ao longo dessa jornada.”
O diretor-geral de Cultura da OEI, Raphael Callou, ressaltou a importância do espaço para a construção conjunta de políticas públicas culturais.
“Esse espaço de cooperação certamente contribuirá para fomentar consensos, os quais serão fundamentais para superar os desafios futuros das políticas públicas culturais em nossa região”.
Já o coordenador do Espaço Cultural Ibero-Americano da SEGIB, Enrique Vargas, enfatizou a capacidade da região de fortalecer redes de cooperação e coprodução cultural.
“Juntos, possuímos um valor específico. Somos a única região do mundo com a capacidade, em diferentes áreas do setor produtivo da cultura, de trabalhar em conjunto, construir, dialogar e fortalecer ações de coprodução”.
A diretora nacional de cultura do Ministério da Educação e Cultura do Uruguai, María Eugenia Vidal Zilli, destacou a centralidade da economia criativa na promoção da democracia e dos direitos culturais.
“Acredito que este Foro chega em um momento fundamental para a Ibero-América. As economias criativas hoje em dia estão profundamente ligadas aos direitos culturais, e quando falamos de economia criativa, estamos falando de integração, coesão social, democracia e construção de sentido coletivo”.
Entre os destaques da programação no primeiro dia esteve a mesa “Economia Criativa, Integração Regional e Cooperação Ibero-americana”. Moderada pelo diretor da OEI no Brasil, Rodrigo Rossi, o debate reuniu representantes dos ministérios da cultura do Brasil, Paraguai, El Salvador e Cabo Verde para discutir circulação cultural, internacionalização da produção criativa, plataformas digitais e mecanismos de cooperação voltados ao fortalecimento da economia criativa no espaço ibero-americano.











