Ir para o conteúdo
Área Cultura · Educação em Direitos Humanos, Democracia e Igualdade
Sede Portugal
Tipo Projetos

Gamificação da RTA: um jogo de cartas para entender a Pequena África

Em dezembro, juntamente com uma edição do Jornal dos Vizinhos inteiramente dedicada à Rota dos Tambores do Atlântico (RTA), foi lançado um jogo de cartas para explorar os pontos culturais da zona ligados à percussão e ancestralidade africana.

Aprender e conhecer através de jogos é possível. A RTA é mais um exemplo disso com a criação de um jogo de cartas para descobrir mais sobre pontos de interesse histórico-cultural da Pequena África, a zona onde se têm desenvolvido atividades ligadas ao projeto no Rio de Janeiro e valorizar o seu interesse educativo, cultural e turístico. 

Rota dos Tambores do Atlântico: O Jogo é o nome do dispositivo artístico-pedagógico, criado pela Escola do Olhar, no âmbito da parceria com a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) para o projeto com o mesmo nome. O jogo leva-nos a espaços icónicos da região, incluindo 15 pontos escolhidos para compor a Rota dos Tambores na cidade do Rio de Janeiro, sendo alguns marcos principais e outros adjacentes que ajudam a entender a história da zona. Durante as sessões da formação “Do MAR para dentro: a Pequena-África como passado-presente”, os espaços foram analisados e classificados em quatro pilares essenciais: Religioso, Político, Artístico e Histórico – havendo, evidentemente, cruzamentos em vários – que se tornaram tags do jogo.

O jogo tem 30 cartas que podem ser adaptadas a dois modos diferentes. Existe o modo “Construa o seu caminho” e o “Rotas Temáticas”. No primeiro, são usadas cartas de objetivos, sendo que ganha o primeiro jogador a obter quatro cartas de locais correspondentes à sua carta de objetivos. No segundo modo não existem cartas de objetivos; ganha o primeiro jogador a completar o número necessário de conjuntos de rotas, tendo em conta o número de jogadores em jogo. Em ambos os modos, é possível envolver entre 2 a 5 jogadores. 

Aprender com novos métodos 

Para Guilherme Carvalho, educador pleno e responsável pelo jogo, com esta dinâmica “é possível iniciar uma conversa sobre a região”, fomentando o olhar crítico e a análise de espaços que fazem parte do quotidiano de residentes da Pequena África. O jogo tem assim, uma dupla finalidade, por um lado de dinamização turística e por outro uma finalidade pedagógica, passando a ser usado nas escolas da região. 

A gamificação das aprendizagens pode torná-las mais ativas e efetivas, gerando um maior envolvimento emocional e, consequentemente, aumentando o potencial de retenção dos conteúdos. Esta é uma abordagem a ser testada noutros projetos da OEI, nomeadamente, no YOU-DECIDE.

É necessário aceitar os cookies para ver este conteúdo

Publicado em 26 Fev. 2026