Com a participação do presidente Lula, Vivaleitura anuncia vencedores da sua 9a edição

Foi realizada, nesta quinta-feira (23), em Brasília (DF), a cerimônia de premiação do 9º Prêmio Vivaleitura, com as presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos ministros Margareth Menezes (Cultura) e Leonardo Barchini (Educação). A cerimônia, que aconteceu no Dia Mundial do Livro, contou ainda com a assinatura do novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026–2036 e o lançamento do programa MEC Livros.
Realizado pelos ministérios da Educação e da Cultura, e coordenado pela OEI, o Prêmio Vivaleitura registrou nesta edição o maior número de inscritos dos últimos anos. Ao todo, foram registradas 1.848 iniciativas de promoção da leitura e da escrita, provenientes de 782 municípios distribuídos por todas as regiões do Brasil. O objetivo da iniciativa é reconhecer e valorizar iniciativas que promovam a leitura, a literatura, a escrita e o fortalecimento de bibliotecas e espaços culturais como ferramentas de transformação social.
Foram premiados cinco projetos, um em cada categoria: Projeto Moara (PA), na categoria Bibliotecas Públicas, Comunitárias e Privadas; Leituras Sentidas: Narrativas do Meu Lugar (RR), em Escolas Públicas, Privadas e Bibliotecas Escolares; Narrativas Subterrâneas (BA), em Práticas Continuadas em Espaços Diversos; Autoria Indígena (BA), em Escrita Criativa; e Escrevivências da Libertação (AC), em Sistema Prisional e Socioeducativo. Cada iniciativa vencedora recebeu R$ 50 mil, e os demais finalistas, R$ 15 mil.
Assinatura do PNLL
Durante o evento também foi assinado o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026–2036, que marca um novo ciclo das políticas públicas para o livro e a leitura no país. Construído de forma interministerial entre os ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC), o plano estabelece diretrizes e metas para os próximos dez anos, com foco na ampliação do acesso ao livro, no fortalecimento das bibliotecas e na formação de leitores.

A ministra Margareth Menezes destacou o papel estruturante da iniciativa. “O PNLL é uma diretriz interministerial para o fomento da leitura e da cultura e que tem como elemento central a participação da sociedade civil”, declarou.
A titular da Cultura também reforçou o aspecto social como fundamento do Plano: “Investir em cultura e educação é investir no ser humano”. Entre as diretrizes do PNLL estão a construção e modernização de bibliotecas municipais, a ampliação de acervos em escolas e bibliotecas públicas e comunitárias e o incentivo a ações permanentes de mediação de leitura, com atenção especial a territórios historicamente vulnerabilizados.
MEC Livros
Outro destaque da cerimônia foi o anúncio do MEC Livros, plataforma digital gratuita que amplia o acesso à leitura para estudantes, professores e público em geral. O presidente Lula ressaltou o papel do Governo na democratização do acesso à cultura. “O nosso desafio é fazer que todos tenham acesso à cultura. O MEC Livros é exatamente isso. Estamos criando condições para que os livros cheguem nas mãos de todos os brasileiros”, afirmou.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, também ressaltou a importância de uma educação integral e do acesso às bibliotecas. “É necessário integrar a escola ao território. A educação integral tem que ser feita na convivência das comunidades. Ter bibliotecas públicas nos território é muito importante no processo congnitvo das crianças”.
Ao encerrar o evento, o presidente Lula reforçou a importância do investimento contínuo em educação e cultura. “Investir em educação é investimento que tem muito retorno nesse país”, finalizou.
Também estiveram presentes o diretor da OEI no Brasil, Rodrigo Rossi, os secretários Marcio Tavares e Cassius Rosa, ambos da secretária executiva do MinC; o secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba; o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Jéferson dos Santos Assunção; a coordenadora-geral do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Andressa Marques da Silva; o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, além de outros dirigentes e autoridades.











