“A integração ibero-americana não é apenas desejável, mas também possível”: Mariano Jabonero ante os ministros ibero-americanos da Educação reunidos em Barcelona

O secretário-geral da OEI fez um apelo para que se alinhem as estratégias com o objetivo de enfrentar os desafios educacionais da região, durante a inauguração da XXIX Conferência Ibero-Americana de Ministras e Ministros da Educação.
Nesta quinta-feira, 28 de maio, teve início a XXIX Conferência Ibero-Americana de Ministros da Educação na capital catalã, o maior encontro entre autoridades regionais da educação que visa promover acordos comuns diante de desafios e oportunidades como a inteligência artificial ou o fomento da educação e da formação profissional.
Durante a cerimônia de abertura, participaram autoridades como Salvador Illa, presidente da Generalitat da Catalunha; Milagros Tolón, ministra da Educação, Formação Profissional e Esportes da Espanha; Mariano Jabonero, secretário-geral da OEI; e Frederico Ludovice, secretário-geral adjunto da SEGIB.
“A educação não é apenas mais uma política pública, mas determina a solidez de nossas democracias e a coesão de nossas sociedades”, destacou Tolón durante seu discurso na inauguração do encontro.
“A Formação Profissional é um verdadeiro motor de desenvolvimento e riqueza para os nossos jovens”, destacou Illa durante seu discurso de boas-vindas, ao mesmo tempo em que ressaltou que “precisamos de uma IA a serviço da educação e não de uma educação a serviço da IA”.
Por sua vez, Mariano Jabonero fez uma revisão dos avanços e desafios desde a última Cúpula Ibero-americana no Equador, em 2024. “Hoje podemos afirmar que as necessidades de financiamento não foram atendidas: se antes da pandemia, segundo o Banco Mundial, a Ibero-América investia em educação 5,2% do PIB, hoje mal chega a 3,8% e, além disso, como já foi dito, a cooperação diminuiu. Um cenário que está tornando inviável a recuperação da aprendizagem e no qual os sistemas públicos se enfraquecem cada vez mais”, alertou.
Além disso, Jabonero destacou a necessidade de fortalecer os sistemas educacionais como garantes dos direitos humanos na região. “Acreditamos e defendemos, dia a dia, nação por nação a partir de nossos 20 escritórios, e projeto por projeto a partir de cada um dos mais de 600 que implementamos em nossa região, que sem sistemas educacionais equitativos, inclusivos e de qualidade não poderemos promover a defesa dos direitos humanos, defender a democracia representativa em tempos de incerteza e o exercício das liberdades”.
A integração ibero-americana, no âmbito educacional, também marcou seu discurso. Nesse sentido, o secretário-geral da OEI destacou que “da OEI, atestamos que alcançar esse objetivo não é apenas desejável, mas possível, já que, por meio da educação, da ciência e da cultura, acumulamos amplos consensos”, ressaltando “o poder da educação, da ciência e da cultura para dialogar, chegar a acordos e alcançar consensos, sempre reconhecendo a diversidade e o outro, sem populismos nem polarizações”.
A XXIX Conferência Ibero-Americana de Ministros da Educação será encerrada com uma declaração que buscará estabelecer uma agenda regional comum nas áreas de inteligência artificial, formação profissional e o papel dos sistemas educacionais na prevenção de desastres.
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