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Educação

Institutos e Programas

Instituto Iberoamericano de Primera Infancia

CUIDAR BEM DA INFÂNCIA

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No Instituto Ibero Americano da Primeira Infância, IIPI, da OEI, nossa missão é gerar espaços de cooperação entre os países membros no campo da educação, ciência e cultura. Nosso compromisso está na busca constante de mecanismos eficazes de incentivo ao desenvolvimento integral da primeira infância em um contexto de consolidação de práticas democráticas e de integração regional.

A campanha “Dedique seu tempo para cuidar bem da infância” busca gerar um convite à comunidade ibero Americana para refletir sobre como nós, adultos, interagimos com as crianças no dia a dia.

Durante nosso trabalho alertamos sobre a necessidade de promover a educação de nossas comunidades sobre o significado do conceito de bom trato. No mundo existe uma grande demanda por campanhas de denúncia de práticas de violência e maus-tratos a crianças. Porém, com este trabalho, quisemos preencher uma lacuna.

Nos propusemos desenvolver uma campanha cujo foco era gerar uma perspectiva positiva de bom trato na interação entre adultos e crianças. Consideramos importante difundir a ideia de que o conceito de bom trato não significa ausência de maus-tratos e, sobretudo, requer uma postura ativa por parte dos adultos. O bom trato é uma forma de interação ética, construtiva e positiva, que favorece o desenvolvimento de uma autoestima saudável, de uma educação pertinente e construtiva, do cuidado, do orgulho da identidade e da preocupação com o desenvolvimento integral da primeira infância.

As crianças devem receber atenção adequada às suas necessidades fisiológicas, afetivas, cognitivas, sociais e de pertencimento. O “Cuidar bem ” é constituído por todas as atitudes que com profundo respeito pela dignidade das crianças atendam e satisfaçam adequadamente as suas necessidades de cuidado, carinho, proteção e educação, garantindo o desenvolvimento integral das suas potencialidades, com exercício adequado de hierarquia e poder.

Esta campanha é um convite a fazer-se cargo. Sentir-se responsável, mas acima de tudo, é um convite a parar um pouco, deixar de lado nosso estilo de vida frenético para dedicar tempo a atender às necessidades de quem mais precisa de nós. E dedicar atenção ativa e de qualidade às crianças que nos cercam.

Dedique seu tempo par cuidar bem da infância!

 
 

Cuidado e Proteção

 

Autoestima

       
 

Educação 

 

Autonomía

 

Publicações e entrevistas

 

Impacto da pandemia nos direitos da criança

Análise da Save the Children y UNICEF, Declaração e relatório da UNICEF
 

 

Entrevista a Soledad Larraín

Situação atual da proteção e promoção de direitos

 

Entrevista a Lizeth Orozco

Bom trato e saúde emocional na pandemia
 

 
     

 

 

 

   

Impacto da pandemia nos direitos da criança

 
 

Considerando as projeções econômicas do FMI e do Banco Mundial, uma análise da Save the Children e do UNICEF estima que em países de baixa e média renda a pobreza poderia aumentar 15% antes do final do ano, e no caso da América Latina e Caribe, esse número pode chegar a 22%. “A pandemia de coronavírus desencadeou uma crise socioeconômica sem precedentes que está esgotando os recursos das famílias em todo o mundo”, disse Henrietta Fore, Diretora Executiva do UNICEF.

De acordo com dados da UNESCO, mais de 1.500 milhões de alunos deixaram de frequentar as aulas por causa do COVID 19, que causou sérias ameaças aos direitos das crianças. O Relatório da Human Rights Watch sobre os Direitos da Criança e Covid-19 alerta para o risco de um aumento significativo nas taxas de trabalho infantil, exploração sexual e gravidez na adolescência.

A impossibilidade de assistir às aulas presenciais devido à pandemia também é uma ameaça real à saúde e à proteção nutricional das crianças. O sistema educacional é o local onde muitas crianças em situação de vulnerabilidade social têm acesso a alimentos básicos que lhes permitem garantir uma nutrição adequada ao seu desenvolvimento. Da mesma forma, deve-se acrescentar que o direito à educação é prejudicado nos territórios distantes das grandes cidades, onde o acesso à Internet está longe de ser universal, razão pela qual as lacunas educacionais também aumentam.

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O estresse produzido pelo isolamento, confinamento, falta de emprego e aumento da vulnerabilidade propicia o aumento do abuso dentro de casa. A exposição à violência durante a primeira infância muitas vezes afeta de forma irreparável o desenvolvimento do cérebro das crianças, condenando as vítimas a um futuro com desempenho escolar mais baixo, piores salários durante a vida adulta e taxas mais altas de ansiedade e depressão.

Por outro lado, o aumento das mortes de mães, pais e cuidadores, devido ao coronavírus, deixará muitas crianças órfãs com todas as vulnerabilidades que isso significa. E, por sua vez, muitos meninos e meninas mais velhos abandonarão a escola para tentar sustentar seus irmãos mais novos.

Essas são apenas algumas das ameaças ao exercício dos direitos da criança, cujos índices se agravam com a pandemia de Covid 19. O futuro de todos está em jogo. Os Estados têm a responsabilidade de aprender com a pandemia e melhorar sua preparação e estrutura institucional para fornecer proteção e cuidados para a primeira infância. Precisamos defender decisivamente a disseminação do bom trato e o fortalecimento dos sistemas de cuidado infantil.

COMUNICADO DE UNICEF                   INFORME UNICEF COVID-19

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Entrevista a Soledad Larraín: Situação atual da proteção e promoção de direitos

 
 

Soledad Larraín é chilena, psicóloga, terapeuta familiar, mestre em psicologia clínica, estudos avançados de casais e famílias. Foi consultora do UNICEF na área de proteção, pesquisadora em questões de violência de gênero e abuso infantil, polivitimização e políticas de proteção de direitos. Atualmente trabalha como pesquisadora do Centro Ibero Americano pelos Direitos da Criança, CIDENI.

Qual é a atual situação da América Latina na proteção e promoção dos direitos da criança? Há avanços interessantes na região na promoção do bom trato ou estamos estagnados?

A partir da ratificação da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) nos anos 90 em todos os países da região, houve avanços nas diferentes áreas a partir da legislação, onde a maioria dos países até hoje têm códigos infantis e um sistema de garantias. Infelizmente o Chile ainda não tem tal lei, que vem sendo discutida no congresso há mais de 5 anos. Um novo quadro institucional também foi implementado na maioria dos países para responder às mudanças legislativas feitas, houve progresso na participação de meninos e meninas e instituições relevantes, como ouvidorias de crianças, foram criadas. O investimento na primeira infância aumentou, uma política voltada para essa faixa etária foi fortalecida e a questão da erradicação da violência e do abuso fez parte das agendas programáticas da maioria dos países.

No entanto, ainda existe um número significativo de meninos e meninas em instituições, privados de seu ambiente familiar. É especialmente preocupante o número de crianças menores de três anos que se encontram em essas instituições em países como Chile, Argentina, Colômbia e outros. O número de adolescentes em centros de custódia também é significativo, não apenas cumprindo pena, mas também em prisão preventiva. Os níveis de violência tanto no espaço familiar quanto no contexto comunitário e social apresentam cifras muito elevadas e ainda prevalecem certas crenças que toleram a violência contra a criança como forma de formação ou educação. No entanto, já existem vários países na região que têm leis que explicitamente proíbem todas as formas de castigo corporal.

De maneira geral, pode-se dizer que há avanços nas políticas voltadas para a proteção de direitos, porém, ainda são muito incipientes os esforços voltados para a promoção de direitos e, principalmente, para promover a participação de crianças e adolescentes na geração das políticas públicas que lhes dizem respeito diretamente. Ainda não existe a prática sistemática dar voz às crianças, seja nas instituições (tribunais, escolas) ou nas instâncias onde são geradas leis e políticas (Parlamento, Executivo).

 

 
 

Qual é a principal limitação da região para erradicar a violação dos direitos da criança?

Os altos níveis de pobreza que afetam a população e principalmente meninos e meninas. Isso significa que existem lacunas importantes na garantia dos direitos sociais e econômicos, o que se tornou evidente na crise gerada pela COVID. No Chile, como em outros países da região, essa crise expôs a precariedade da moradia, da seguridade social, da escolaridade e da saúde que atinge a população mais pobre, principalmente meninos e meninas. Por exemplo, a resposta dos sistemas educacionais para implementar a educação à distância revelou a divisão digital existente em muitos países da região.

Quais programas ou abordagens foram considerados os mais eficazes para aumentar a proteção infantil?

Na área de proteção especial, foram implementados programas em toda a região que avançaram na prevenção da institucionalização e no favorecimento das crianças para o desenvolvimento em contextos familiares, como os programas Família Acolhedora que estão sendo ampliados e melhorando na maioria dos países, e programas de trabalho familiar. Nesse contexto, os programas de descentralização e fortalecimento dos espaços locais também são importantes, permitindo que as políticas de proteção se aproximem às famílias e gerem maior participação.

No entanto, é importante insistir na necessidade de uma mudança cultural, que seja efetivamente assumida não só pelas instituições, mas também pela população em geral, para que se instale uma abordagem de direitos que seja capaz de se incorporar às relações vinculares levando em consideração os interesses dos meninos e meninas. Isso significa disseminação de direitos, compreensão do que significa a abordagem de direitos e monitoramento adequado. A urgência de responder às graves violações de direitos, como abuso sexual, comércio e exploração sexual, maus tratos severos, ambientes com alto índice de violência, entre outras violações, adiou a priorização de investimentos e a implementação de programas de promoção de direitos e prevenção de infrações. As instituições de defesa da infância e institutos de direitos humanos desempenham um papel importante nessa tarefa.

Existem dados sobre como a Covid 19 e os longos períodos de confinamento estão impactando a interação entre adultos e crianças dentro das famílias?

As informações ainda são incipientes devido às dificuldades de obtenção de dados precisos, visto que em muitos países da região ainda há medidas de confinamento, falta de acesso a escolas e programas de saúde como controle de crianças saudáveis, vacinação, etc. Isso dificulta o acesso das crianças, principalmente das mais pequenas. No entanto, através da pouca informação que é prestada pelos “Disque Ajuda” que dispõem diversas instituições, é possível evidenciar um aumento da violência de gênero, um aumento de meninos e meninas testemunhas de violência domestica e um aumento pedido de ajuda em situações de maus-tratos e abusos. Ao mesmo tempo, os índices de reclamações de mau trato diminuíram significativamente, seja pela dificuldade em fazer a denuncia bem como pela falta de acesso de outros adultos (profissionais de saúde, educação ou ate mesmo da própria comunidade) às crianças. Isso significa que estão expostas a um risco maior, a medida que aumenta a violência e diminuem as possibilidades de intervenção de terceiros como forma de proteção.

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Entrevista com Lizeth Orozco: Bom Trato e Saúde emocional na Pandemia

   
 

Lizeth Orozco Pertúz, é psicóloga, mestre em psicologia clínica, especialista em saúde emocional, acadêmica pela Universidad del Norte da Colômbia e terapeuta infantil.

Por que um bom trato com crianças é importante para sua saúde emocional?

O bom trato constitui um sistema de ações que se orientam para a saúde mental das crianças, pois representam desde o adulto uma forma que lhes permita expressar de forma saudável as suas emoções, compreender o seu significado e a concepção de que estas fazem parte de cada ser humano , colaborar no desenvolvimento da personalidade, promover a socialização e adaptação ao meio ambiente. O bom trato na infância implica então a presença ativa de pais, responsáveis ​​e outros adultos importantes; em uma educação respeitosa e responsável. Quando um equilíbrio em seus estados emocionais é gerado nas crianças, com adultos que entendem e buscam o bem estar emocional, reduzindo o abuso e gerando ferramentas para sua expressão saudável, podemos dizer que a saúde emocional está sendo estimulada.

Como a pandemia impactou as interações entre adultos e crianças?

Nesse ponto existem, como em tudo, duas versões: os adultos que tiveram tempo de enxergar a realidade do mundo infantil do qual seus filhos fazem parte e diante da necessidade iminente de agir , se deram conta que as crianças precisam de alguém que as ajude contendo e apoiando afetivamente, além de faze-las entender que todos fazem parte de uma família e que passam por essa situação.

Por outro lado, alguns pais escolheram ignorar o fato que seus filhos e filhas não são o que eles mesmos, como pais, idealizaram . Já outros pais se afastaram e deixaram seus filhos imersos no mundo digital, sem entender como isso os afeta negativamente e sem perceber os benefícios que tem para eles, como pais, poderem sentir-se acompanhados nestes tempos de crise.

Para alguns adultos, as interações se tornaram mais afetivas, pois encontraram apoio em suas famílias em tempos de pandemia; infelizmente, em outros casos, as crianças foram deixadas à mercê de um adulto inapto a cuidar delas sejam por suas representações de violência, maus-tratos, abusos, que maculam o mundo afetivo na infância.

 
 

Que consequências o confinamento pode ter no desenvolvimento sócio emocional de meninos e meninas a curto e médio prazo?

As consequências dos efeitos do confinamento nas crianças, tanto a curto quanto a médio praz dependerão de certa forma dos recursos utilizados por pais, professores, cuidadores e familiares para mudar a sensação de um mundo inseguro com falta de espaços onde o menino e a menina sintam-se acolhidos.

Nestes momentos, as crianças podem perder a capacidade de acreditar no mundo como um lugar saudável e seguro, por isso muitas delas podem vivenciar medos, ansiedade e dificuldades de socialização.

Es probable que los recursos emocionales de la infancia que la hacen tan adaptativa permitan que en ellos se logre dar paso rápidamente a un proceso de desarrollo; donde la socialización, el recuento de experiencias, la educación emocional, el uso de la palabra, el juego, el uso del cuerpo como mecanismo de expresión y liberación emocional, gestionen pasos a promover su salud mental para aplacar los efectos de esta pandemia en ellos.

É provável que os recursos emocionais das crianças que as tornam tão adaptativas permitam que elas rapidamente deem lugar a um processo de desenvolvimento onde a socialização, o relato de experiências, a educação emocional, o uso de palavras, jogos e o uso do corpo como mecanismo de expressão e liberação emocional, ajudam a incrementar sua saúde mental para amenizar os efeitos desta pandemia sobre eles.

Também é possível que se em casa o menino ou da menina tenham frequentemente dificuldade em expressar suas emoções, diante do excesso de atividades ou em outro caso, a ausência delas, a projeção da raiva ocorra em espaços como escola.

Os sentimentos de abandono, afastamento e rejeição são frequentes. Do menino ou da menina que comemorou seu aniversário em uma pandemia e se sente triste por pensar que seus amigos não queriam vê-lo. Para eles, entender que um inimigo invisível acabou quase completamente com seu estilo de vida não é algo tão fácil . È para ai onde devem ir os esforços dos centros educacionais. A pandemia nos ensinou que o conhecimento e o fortalecimento da cognição são importantes.

Que recomendações podemos fazer aos pais e cuidadores para manter interações saudáveis ​​com base no bom trato às crianças no atual contexto de pandemia?

É importante que ambos encontrem espaços para conhecer o mundo de cada um dos familiares. Assistir novela com a mamãe, futebol com papai, ver a série animada ou filme favorito com os filhos, reconhecer o valor da importância de cada membro da família, gerar empatia com os doentes e seus familiares em qualquer lugar do mundo , organizar rotinas onde cada um tenha uma função, estimular o uso da palavra, decretar espaços para analisar casos e ensinar o menino e a menina a enfrentar situações tendo opções de responder a determinados fatos, criar espaços onde o menino e a menina sintam-se importantes e aprimorar suas habilidades, tentar criar histórias que estimulem o uso da imaginação e da linguagem, diminuir o uso de dispositivos eletrônicos e promover interações reais a cima das virtuais, entre outros, pode contribuir de forma importante para a manutenção de interações saudáveis que permitem um bom tratamento das crianças.

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CUIDADO Y PROTEÇÃO

 
       
         
       
         
       
         
         
       
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AUTOESTIMA

 
       
         
       
         
       
         
         
       
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